Cervicalgia e espondilose cervical

Saiba mais sobre bicos de papagaio, cervicalgia e mielopatia cervical

Por Antônio Prates Jr, Neurocirurgião em Belo Horizonte região metropolitana de BH

As alterações degenerativas (decorrentes de desgaste) da coluna cervical são chamadas de espondilose cervical. A dor cervical (dor no pescoço ou cervicalgia) é a segunda causa mais frequente de consulta nos serviços primários de saúde do mundo inteiro, ficando apenas atrás da dor lombar. Cerca de 50% da população apresentará cervicalgia em algum momento da vida.

A partir dos 30 anos, virtualmente todos apresentam algum grau de degeneração na coluna (incluindo os famosos bicos de papagaio), na maioria das vezes assintomática. Porém, em alguns pacientes esse degeneração progride causando estenose do canal vertebral e compressão da medula e raízes. O principal fator de risco para a espondilose cervical é a idade. Outros fatores são a atividade laboral com traumas repetitivos, síndrome de Down e predisposição genética.

A compressão da medula causa a mielopatia cervical espondilótica, manifestação mais grave da doença. A estenose é causada por protrusões de osso (osteófitos ou popularmente bicos de papagaio), hipertrofia e calcificação de ligamentos, protrusões discais e artrose das articulações. Geralmente se manifesta em pacientes acima de 45 anos com dor cervical (dor no pescoço), perda de força nos membros, formigamento nos membros, aumento dos reflexos nos membros e desequilíbrio.

O tratamento da espondilose cervical dependerá do grau da doença e condição do paciente, entre outros fatores. Para casos inicias, o tratamento é conservador, com medicamentos e fisioterapia. Para pacientes com mielopatia cervical e que não melhoraram com o tratamento conservador, deve ser avaliado a indicação de cirurgia. A indicação cirúrgica deve ser individualizada para cada paciente.

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Dr Antônio Prates Jr, Neurocirurgião em Belo Horizonte e região metropolitana